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25 SET E 2 OUT

CAMINHADAS COM ARTE #3

Conversas na natureza


25 SET MONCHIQUE · 2 OUT ALJEZUR

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Sejam bem-vindos ao Outono!
A programação que preparámos para os próximos 4 meses e que irá atravessar o outono e chegar ao inverno, convida todos à participação, a caminhar, a cozinhar, convida a entrar, a questionar e a pensar de mãos dadas connosco: Lavrar o Mar e Lavrar o Mira e a Lagoa, dois programas culturais nos territórios de Aljezur, Monchique, Odemira e Santiago do Cacém à vossa espera.

A programação que desenhámos para o início da temporada 2022 / 2023 começa com um núcleo de homens e de mulheres cujos valiosos percursos quisemos cruzar com os nossos públicos. São 22 convidados vindos de áreas do saber muito diferentes e que irão começar esta nossa programação caminhando entre Monchique e Aljezur, falando pela paisagem a um público de pessoas que deseja ouvir e viajar em simultâneo.

“Há um poder misterioso nos lugares, invisível ao longe. É preciso ir lá, sentir o cheiro, a temperatura, os murmúrios, a vibração do próprio ar. É preciso falar com as pessoas, estar com elas… É fácil julgar, quando nunca se saiu de casa. Quando nunca se esteve numa guerra, é mais fácil dar ordens para matar. Viajar é uma forma de conhecimento e de compaixão…” — Paulo Moura / repórter de guerra e escritor de viagens - Caminhadas com Arte #3 - 25 de setembro / Monchique
Após das Caminhadas com Arte #3, o chão fundamental desta programação, visitamos as escolas de Aljezur e de Monchique para saborear uma sopa de batata. Soup’alapatate da Companhia belga Laika, é um espectáculo pensado para as crianças e as famílias, fala-nos sobre a guerra, a perda e a fome e sobre como uma boa sopa nos pode consolar. Um espectáculo onde o prazer de contar uma história e o prazer de partilhar uma refeição se encontram.

Bowing #2, é o projecto seguinte. Um espectáculo que desagua em Odemira depois de mais um ano de laboratórios artísticos com a população asiática residente neste concelho. Dezenas de migrantes da Índia, Punjab, Nepal, Bangladesh, China aliam-se a artistas nas áreas do movimento, palavra e música para criar um objecto em conjunto.
Bowing #2 será sobre a língua portuguesa que se proclama nómada, acolhendo futuros povos e gerações, atravessada por geografias tão distantes quanto presentes. Será sobre o direito ao sotaque, o tempo de traduzir um grito para português, uma gargalhada para hindi, um gemido para bangla, um suspiro para punjabi: idiomas nativos deste novo Alentejo em que vivemos.

Comer com os Olhos é uma experiência de gastronomia cinematográfica que funcionará como mecanismo da criação teatral. Um encenador e uma chef de cozinha encontram-se com um filme. Um laboratório em que o público é envolvido na confecção de uma receita para chegar por um novo caminho à fruição e percepção sensorial cinematográfica.
Este momento tem como finalidade pedir ao público que seja cúmplice e agente neste episódio do projecto ainda em criação e que espere para ver, no próximo ano, o resultado da sua cumplicidade e do seu jogo criativo com os artistas.

Dans ton Coeur, da companhia francesa Akoreacro, será mais um momento solar da programação de novo circo que temos vindo a apresentar. Neste novo projecto, que nos fala dos pequenos nadas sem importância de que a vida também é feita, veremos levantar-se uma aventura de vertigens e de voos em plena arena, que sabemos ser o lugar em que a gravidade é contrariada pela energia dos acrobatas em movimento e onde o mundo também se põe às avessas.

Voltando ao caminho e à Caminhada, regressamos às palavras de um dos caminhantes sábios deste programa:

“Na companhia do caminhar por um trilho pela serra de Monchique, proponho que me façam companhia no caminhar por um outro trilho, de pensamento, e desejoso de uma metamorfose da era que vivemos, que passa pelas ideias de caminho, errância, parar, chão, floresta, lugar, matéria, superfície. A coincidência de tempos de caminhar faz o encontro entre as ideias das coisas e a sua experiência concreta, devolvendo o pensamento ao chão da relação inteira com o mundo. Numa era de abstracção que nos desliga, é preciso reencontrar a vontade de sentir o chão.” — André Barata / filósofo - Caminhadas com Arte #3 - 25 de setembro / Monchique

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