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16 MAI E 6 JUN

CAMINHADAS COM ARTE #2

PORTUGAL

Conversas na natureza
ALJEZUR . MONCHIQUE

MONCHIQUE
16 MAI (dom) - 9H30

ALJEZUR
6 JUN (dom) - 9H30

DURAÇÃO: 3H00 aprox.

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M/ 16+
A idade mínima permitida é 16 anos

BILHETES:
10€ Preço Único

BILHETES À VENDA TAMBÉM EM:
Aljezur – Casa Lavrar o Mar – Rua João Dias Mendes, 46
Após o enorme sucesso da primeira edição das Caminhadas com Arte, ainda mais nos tempos em que vivemos, percebemos que não podíamos deixar terminar este programa e o seu conceito por aqui.
Sair de casa, caminhar na natureza, partilhar experiências com pessoas (em segurança), e poder interagir, conversar, são coisas que fazem falta, que nunca se esgotam e que preenchem a alma. Desta vez contamos com 9 caminhadas perto da costa, em Aljezur, e 9 caminhadas na Serra de Monchique.
Ao longo do percurso, e com um pequeno snack pelo meio, conversaremos sobre temas que dão para todos os gostos: desde a filosofia até à matemática, da dança à economia, passando por história, jornalismo, apicultura, arquitectura, bioquímica, literatura entre muitos outros.
Um momento para celebrar a natureza e partilhar experiências.
Em colaboração com a Rota Vicentina.

Nota:
Cada pessoa deverá, no acto da compra do bilhete, escolher o orador/caminho que pretende realizar, tendo em conta as particularidades de cada um (tema, grau de dificuldade, distância, duração, idioma).

PASSEIOS ALJEZUR
6 JUN (dom) – 9H30

Afonso Cruz escritor

BIOGRAFIA
Afonso Cruz nasceu em 1971, na Figueira da Foz. É, além de escritor, ilustrador e músico. Tem mais de trinta livros publicados em diversos géneros.

TEMA
Conversaremos, uma vez que nos passeamos pela terra do medronho, do álcool e da sua influência ao longo das história da humanidade e da civilização, e das suas consequências.

DISTÂNCIA: 5km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Cruzamento à entrada da aldeia da Vilarinha (coordenadas GPS: 37.167275, -8.858321)

Ângela Ferreira artista plástica

BIOGRAFIA
Ângela Ferreira nasceu em 1958 em Maputo, Moçambique, e cresceu na África do Sul, onde concluiu o seu mestrado na Michaelis School of Fine Art, na Universidade da Cidade do Cabo. Vive e trabalha em Lisboa, leccionando Belas Artes na Universidade de Lisboa, onde obteve seu doutorado em 2016. O seu trabalho debruça-se sobre o impacto contínuo do colonialismo e pós-colonialismo na sociedade contemporânea, uma investigação que é conduzida por meio de uma pesquisa aprofundada e da destilação de ideias de forma concisa e ressonante.

TEMA
As intervenções feitas pelos antigos ocupantes agricultores do vale, antes deste ser desativado, deixam marcas e restos de estruturas funcionais de irrigação e agricultura que inspiram intervenções escultóricas.  Ao encontro de escultura na paisagem: pequenos monumentos de cimento, monumentos sistemas a descobrir, monumentos fontes secas, monumento placa de cimento.

DISTÂNCIA: 7km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Aldeia da Bordeira, junto ao café Cantinho da Bordeira (coordenadas GPS: 37.196169, -8.860898)

David Marçal bioquímico

BIOGRAFIA
David Marçal. Doutorado pela Universidade Nova de Lisboa (2008). Bioquímico e comunicador de ciência. Em co-autoria com Carlos Fiolhais, assinou na Gradiva os livros Darwin aos Tiros e Outras Histórias de Ciência e Pipocas com Telemóvel e Outras Histórias de Falsa Ciência,  A Ciência e os seus Inimigos e Apanhados pelo Vírus. É também autor de duas obras publicadas pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, Pseudociência e Cientistas Portugueses.  Escreveu centenas de artigos na comunicação social, espectáculos e vários programas de televisão sobre ciência. Ensina comunicação de ciência na Universidade Nova de Lisboa. Foi distinguido com os prémios Químicos Jovens (da Sociedade Portuguesa de Química), Ideias Verdes (da Fundação Luso e do jornal Expresso) e COMCEPT (da Comunidade Céptica Portuguesa).

TEMA
De que é feito o universo? De que é feito o nosso planeta Terra? De que somos feitos nós? Sem espanto, a maior parte dos átomos que nos constituem e a todos os seres vivos são alguns dos mais leves e mais abundantes no Universo, forjados nas estrelas. Mas isso não quer dizer que não sejamos especiais: afinal somos os olhos e os ouvidos do Universo. E não estamos sozinhos: a vida, por muito diversa que seja, tem toda origem numa única célula, surgida no caldo dos oceanos primordiais.

DISTÂNCIA: 7km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Aldeia da Bordeira, junto ao café Cantinho da Bordeira (coordenadas GPS: 37.196169, -8.860898)

Henrique Schreck arquitecto

BIOGRAFIA
Nascido em S. João do Estoril em 1952, Henrique fez os estudos básicos e secundário na Guarda. Em Lisboa, licenciou-se em Arquitectura. Em 1983 mudou-se para Odemira, onde abriu um atelier e se interessou pela construção em terra. Hoje em dia trabalha com o colectivo Visionarte, em Odemira.

TEMA
Construir em terra é um privilégio nestes dias em que se acredita que a tecnologia tudo resolve. Nunca o ser humano se preocupou tanto com as questões energéticas como hoje, daí a importância em falar sobre esta forma de construção altamente sustentável: a construção em taipa. Um percurso rico em cruzamentos e contrastes entre a vida rural do passado, ainda marcada em edifícios e ruínas de um antigo monte agrícola, e os grandes desafios da sociedade contemporânea que se prendem com o ambiente, a energia e a globalização, onde o fio condutor é a arquitectura.

DISTÂNCIA: 4km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Aldeia da Bordeira, junto ao café Cantinho da Bordeira (coordenadas GPS: 37.196169, -8.860898)

José Reis economista, investigador, professor

BIOGRAFIA
Estudo economia em Coimbra desde 1973 entendendo que economia é economia política. Interesso-me pela longa duração e pela “economia impura”, isto é, pela que acontece em contextos precisos, em territórios, mesclada com instituições. Valorizo a proximidade e a ação pública.

TEMA
A economia trata da forma como organizamos a nossa vida material. Trata, pois, do “processo da vida” em contextos precisos, formando territórios e consolidando instituições. Hoje estamos perante um capitalismo “sem chão”, desigual, predador, insustentável. Há uma luta a fazer pelo que chamo “economia política do cuidado”.

DISTÂNCIA: 6km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Parque de estacionamento da Praia do Amado (coordenadas GPS: 37.168613, -8.901130)

Luísa Veloso socióloga, investigadora

BIOGRAFIA
Luísa Veloso é socióloga e nasceu em Vila Nova de Famalicão. Mora em Grândola. Professora no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa e investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia da mesma instituição. Tem desenvolvido pesquisa nos domínios do trabalho, das profissões e da economia. Tem colaborado com instituições diversas da esfera artística, tais como a Cinemateca Portuguesa, a Fundação de Serralves ou o Alkantara. Tem várias publicações, de entre as quais o livro, O trabalho no ecrã: memórias e identidades sociais através do cinema, em parceria com Frédéric Vidal, publicado em 2016 pelas Edições 70.

TEMA
Quanto vale um chaparro?
Caminhando, falarei do que apelidei de economia rural, assente em relações de confiança e em negociações. E nos paradoxos que enformam territórios onde coexistem senhores e seus funcionários, trabalhadores rurais e trabalhadores móveis, opulência e natureza, montado e muita seca. Convido a uma reflexão sobre o espaço dito rural, seus sobreiros, suas pessoas, suas mutações.

DISTÂNCIA: 6km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Junto à N268 na entrada do Pinhal do Bordalete (coordenadas GPS: 37.203697, -8.881067)

Maria João Neto investigadora em história e sociologia

BIOGRAFIA
Maria João Pereira Neto é investigadora nas áreas de História e Sociologia e é docente universitária desde 1983. Ao longo de mais de três décadas, Maria João leccionou várias disciplinas, nomeadamente na área das Ciências Sociais e Humanas - Sociologia, Demografia e Antropologia - e em História: Arte, Arquitectura, Design, Cultura, Cenografia e Performance. Adicionalmente publicou diversos artigos científicos sobre a Costa Vicentina.

TEMA
Uma viagem pela memória e pela História do sudoeste de Portugal. Iremos relembrar os tempos em que esta região era considerada o “fim do mundo” e as pessoas que foram raptadas para serem vendidas como escravos no Norte de África. O Algarve, e sobretudo este canto ocidental, foi durante muito tempo votado ao abandono, algo que se agravou com o terramoto de 1755. A partir daqui podem-se desenrolar muitas histórias que nos podem conduzir ao presente, ao mundo contemporâneo, à Primavera e quiçá a Stravinsky.

DISTÂNCIA: 6km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Aldeia da Bordeira, junto ao café Cantinho da Bordeira (coordenadas GPS: 37.196169, -8.860898)

Pedro Miguel Santos jornalista

BIOGRAFIA
Cheguei à Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, do Politécnico de Leiria, para me licenciar em Comunicação Social e Educação Multimédia e tive o privilégio de ser um dos fundadores da rádio universitária IPlay. Durante meia dúzia de anos, estive na revista VISÃO, até que me cansei de ser trabalhador precário, a falsos recibos verdes, e deixei a profissão. Achava eu. Fui trabalhar para o projeto Rios Livres, da associação ambientalista GEOTA. Mas conheci o Fumaça e voltei a acreditar que era possível fazer o jornalismo que sempre achei importante ser feito. Despedi-me. E aqui estou, de alma e coração.

TEMA
Também no jornalismo há caminhos insondáveis. Como começa uma investigação jornalística? De que pedras temos de nos desviar, pelo caminho? Compensam os atalhos ou põem-nos apenas em mais trabalhos? Por onde ir, quando por vezes há tantas direções por onde seguir. Uma caminhada pela verdade é, também, um percurso de admissão de erros, falhas e a procura da forma mais justa de retratar as outras pessoas e as suas histórias. Venham daí. 

DISTÂNCIA: 7km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Monte da Cunca, antes da entrada da aldeia da Carrapateira, sentido Aljezur - Vila do Bispo (coordenadas GPS: 37.192547, -8.889751)

*Graus de dificuldade dos percursos

FÁCIL: Percurso que não necessita de experiência prévia em caminhadas. acessível a todas as pessoas.
FÁCIL – MODERADO: Percurso que não necessita de experiência prévia em caminhadas. será possível ter desníveis mais acentuados, maior distância ou terreno mais acidentado.
MODERADO: Percurso que necessita de experiência prévia em caminhadas. desníveis acentuados, distância a percorrer maior e terreno mais acidentado.

ENGLISH TALKS
6 JUN (sun) – 9:30AM

Nicolau da Costa beekeeper, shellfish gatherer, landscape architect

BIOGRAPHY
Nicolau da Costa is a faithful and experienced guardian of the land, the sea and the life of Costa Vicentina who is also a farmer, gardener, landscape architect, shellfish gatherer and walking beekeeper.

THEME
A journey through the 'maritime mountains' and the cliffs of the Costa Vicentina, where the public will dialogue with Nicolau and with the nature that is really close to him. A journey full of poetry, sensations and deeply human practices.

DISTANCE: 8km
DIFFICULTY LEVEL: Easy*
LANGUAGE: English
MEETING POINT: Praia do Amado parking lot (GPS coordinates: 37.168613, -8.901130)

*Difficulty levels of the paths

EASY: Route that does not require previous experience in hiking. accessible to everyone.
EASY - MODERATE: Route that does not require previous experience in hiking. possibility of facing steeper slopes, greater distance or more rugged terrain.
MODERATE: Route that requires previous experience in hiking. sharp unevenness, greater distance to travel and more rugged terrain.

PASSEIOS MONCHIQUE
16 MAI (dom) – 9h30

Adérito Araújo matemático

BIOGRAFIA
Sou matemático na Universidade de Coimbra, onde investigo e compartilho saberes com muitos colegas e alunos. Olho para disciplina pela qual me apaixonei como uma oportunidade de me relacionar com as pessoas e com o mundo. Acredito que o melhor de nós se revela nos outros e, por isso mesmo, dedico uma boa parte da minha vida ao associativismo cultural e ao exercício da cidadania política.

TEMA
A humanidade desenvolveu uma sistema de pensamento para reconhecer e explorar padrões a que é usual chamar de matemática. Nesta caminhada pretende-se oferecer um ponto de vista, uma forma de olhar mundo, que permita vislumbrar a sua graça no grande espectáculo da natureza. Não iremos procurar respostas. O desafio é o de aumentar as nossas inquietações.  

DISTÂNCIA: 7km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil-Moderado*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Parque do Barranco dos Pisões (coordenadas GPS: 37.334772, -8.567355)

Cristina Grande programadora cultural

BIOGRAFIA
Cristina Grande (Porto, 1962) é responsável pelo Serviço de Artes Performativas e programadora de Dança Contemporânea e Performance da Fundação de Serralves-Museu de Arte Contemporânea. Neste âmbito, desenvolve e apresenta projetos que apoiam a investigação artística e a criação contemporânea, nacional e internacional. É co-curadora de um programa de Artes Performativas que impôs a presença das “artes vivas” como um elemento distintivo de Serralves em relação a outras instituições museológicas, através da programação de ciclos temáticos associados às exposições temporárias, de obras performativas históricas de referência e da encomenda de peças experimentais representativas da mais jovem criação contemporânea, contribuindo para a representatividade e para a afirmação do lugar inegável da dança e da performance no campo das práticas artísticas atuais. 

TEMA
Na prática de caminhar os nossos pés passam de um suporte essencial do corpo a um instrumento ativo dessa experiência. O nosso caminhar coletivo irá partir da minha trajetória pessoal como programadora de artes performativas para conversarmos sobre diversos universos artísticos, situados entre os anos 1960 e a atualidade, que incluem o gesto quotidiano de andar na investigação sobre o corpo e na gramática coreográfica, atribuindo-lhe um carácter estético e uma importância primordial. Aproveitaremos ainda o privilégio de termos tempo para palmilhar o território escolhido, explorando-o através da escuta, de possibilidades expressivas e observações partilhadas, inspirados na definição do artista visual Hamish Fulton de que  “Caminhadas são como nuvens, chegam e partem”. O nosso ritmo será assim indefinido, situado entre o prazer da viagem e o destino deste encontro.

DISTÂNCIA: 7km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil-Moderado*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Paragem de autocarro ao lado da cooperativa agrícola Coopachique (coordenadas GPS: 37.312171, -8.554972)

Delfim Sardo curador, ensaísta, professor

BIOGRAFIA
Delfim Sardo (Aveiro, 1962) é Professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e Administrador do Centro Cultural de Belém. Doutorado em Arte Contemporânea pela Universidade de Coimbra, foi Consultor da Fundação Calouste Gulbenkian, Director do Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém e Programador de Artes Visuais da Culturgest. Foi curador da Representação Portuguesa à Bienal de Veneza em 1999 e co-curador da Representação Portuguesa à Mostra Internazionale di Architettura di Venezia em 2000, ano em que foi Curador-Geral da Trienal de Arquitectura de Lisboa. É autor de vários livros no campo da Teoria da Arte. Escreve regularmente sobre Arte e Arquitectura.

TEMA
Os artistas frequentemente desenvolvem competências muito específicas com o único objectivo de conseguirem desempenhos cujos contornos só eles podem aferir. Ao contrário da alta performatividade dos atletas de competição, que pretendem fazer mais rápido, mais alto ou mais longe, os artistas normalmente só querem fazer “melhor". O caso complica-se quando o “melhor” pode incluir o erro, a falha, a inação ou o culto da inactualidade, ou o que parece gratuito ou obsoleto. Ao longo do percurso, em várias paragens, vamos falar de histórias de artistas que, de uma ou outra forma, nos fazem reflectir sobre esta estranha relação entre sucesso e fracasso que é a arte.

DISTÂNCIA: 7km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil-Moderado*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Parque do Barranco dos Pisões (coordenadas GPS: 37.334772, -8.567355)

Fernando Matos Rodrigues investigador, antropólogo, sociólogo + António Cerejeira Fontes arquitecto, engenheiro civil

BIOGRAFIA
Fernando Matos Rodrigues , Antropólogo e Investigador do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais na Universidade do Minho. Entre 1991 e 2015 foi docente de Antropologia do Espaço no Mestrado Integrado em Arquitectura ESAP. Director do Laboratório de Habitação Básica e é autor de inúmeros livros e de artigos científicos publicados em Portugal e no Estrangeiro. Tem investigado e publicado em áreas da antropologia do espaço rural, da cidade, da habitação e das metodologias participativas.

António Cerejeira Fontes, Arquitecto e Investigador CICS.Nova_UM. Sócio-fundador da Cerejeira Fontes Architets e foi vencedor de diversos prémios internacionais e nacionais. Autor e co-autor de diversas públicações sobre cidade, habitação e arquitectura participada. Especialista em metodologias participativas. Director e Coordenador na área da arquitectura participativa no Laboratório de Habitação Básica. Autor dos projectos de arquitectura básica participada na Ilha da Bela Vista, Ocupas do Riobom e D. Leonor (Imago) . Faz parte do Júri Internacional para o 5th Edition of the European Award for Architectural Heritage (2021).

TEMA
A proposta é promover um projecto de discussão e participação em torno da arquitectura básica e do lugar numa compreensão reflexiva da realidade social e ambiental mobilizadora de todos os atores. Numa conversação sobre a complexidade do falar, do olhar, do sentir, do tocar, do «estar aqui» e na forma como ele nos convida a sentar numa pedra e em conjunto  desenhar os nossos lugares, os nossos territórios, as nossas casas em acção colectiva. Fazer deste chão duro a folha onde riscamos e sonhamos em conjunto uma arquitectura básica, participativa integrada numa democracia associativa.

DISTÂNCIA: 5km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil-Moderado*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Cerca da Rita (coordenadas GPS: 37.330942, -8.530040)

Henrique Frazão artista visual

BIOGRAFIA
Henrique Frazão é um artista de Lisboa. O medo da amnésia levou-o, desde cedo, a querer registar e guardar muito daquilo que via, aprendia, pensava e sentia. Nesse sentido a fotografia foi tendo um papel cada vez mais importante, sendo encarada como um meio para imortalizar conceitos. Desenvolve desde 2017 um projecto de cápsula do tempo chamado “Chronos Cube”.

TEMA
Num mundo que se pressente cada vez mais efémero, onde o que damos por garantido poderá estar em causa (incluindo o futuro da Humanidade), o que escolheríamos guardar para sempre? Uma conversa sobre memória, fotografia, arquivo, cápsulas do tempo, alterações climáticas e muito mais.

DISTÂNCIA: 7km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil-Moderado*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Paragem de autocarro ao lado da cooperativa agrícola Coopachique (coordenadas GPS: 37.312171, -8.554972)

João Maria André filósofo, professor, encenador, poeta

BIOGRAFIA
Chamo-me João Maria André, nasci há 67 anos em Monte Real (Leiria), fiz a minha aprendizagem no mundo e com a vida e estudei Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde partilhei, durante 41 anos, ideias com alunos nas áreas da Filosofia e do Teatro. Atualmente, já desligado de funções docentes e pouco dado a “redes sociais”, continuo a partilhar pensamentos, experiências e afetos através de  formas de convívio e comunicação mais diretas e pessoais.  Sou também encenador e escritor, de poesia, teatro e ensaios filosóficos, em que faço da escuta do mundo a alimentação da minha arte e do meu saber. Escrevi sobre Filosofia, Misticismo, Diálogo Intercultural, Teatro e Afetividade e continuo sempre a aprender, pois estou convencido de que morremos quando deixamos de aprender.

TEMA
Escolhi, como motor da caminhada, os conceitos “Atmosferas, Afetividade e Cuidado”. A vida atual, com todos os seus condicionalismos, leva-nos a olhar de uma forma demasiado instrumental e objetivadora para o mundo, as pessoas e as coisas, descurando a densidade das relações que podemos estabelecer, os afetos em que essas relações se estruturam, as atmosferas que respiramos e que contribuímos para constituir e o cuidado que devemos colocar no processo em que  falamos com os outros e os escutamos e ao seu mundo e como tocamos e somos tocados. As atmosferas e as ambiências  não são objetiváveis, são apenas vivenciáveis. Trata-se de tentar aliar à caminhada uma outra perspetiva de olhar o mundo, a sua presença em nós e a nossa presença nele. De modo partilhado. Criando uma atmosfera entre todos/as os/as caminhantes e a natureza em que caminhamos.

DISTÂNCIA: 5km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: 200m a seguir ao Miradouro da fonte Santa, sentido Monchique - Fóia (coordenadas GPS: 37.309877, -8.607234)

José António Bandeirinha arquitecto, investigador, professor

BIOGRAFIA
Arquitecto, professor na Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Estudos Sociais. Tem dedicado os seus estudos à teoria da arquitectura e da cidade, centrando-se, no essencial, sobre as consequências urbanas e arquitectónicas das práticas políticas. No século passado também foi actor de teatro, CITAC 1975-1985. Gosta imenso de cidades, é por tanto gostar delas que adora excursos ao campo e ao monte. Sente-se muito bem numas e noutros. Não se sente tão bem no resto, que é quase tudo.

TEMA
Conversarei essencialmente sobre o espaço em que vivemos, sobre o modo como o usamos, como o fomos usando e modelando à nossa condição humana, falarei sobre a sua relação com as formas através das quais nos agregamos, ou desagregamos. O espaço é também um recurso e, tal como acontece com todos os recursos, é preciso olhá-lo e desejá-lo numa perspectiva de futuro responsável. Caminhar no monte é a circunstância mais apropriada para pensarmos sobre o espaço em que se desenvolvem os nossos quotidianos. Também gostava de vos contar algumas histórias, as que vierem a propósito, ou a despropósito, tanto faz...

DISTÂNCIA: 5km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Heliporto de Monchique (coordenadas GPS: 37.320207, -8.552514)

Miguel Matos perfumista, crítico olfativo

BIOGRAFIA
Miguel Matos é perfumista e crítico olfativo. É editor do Fragrantica.com, revista online de perfumes. Comissariou exposições de Arte Olfativa em Lisboa, Almada e Los Angeles. Tem 54 perfumes no mercado internacional, em marca própria e em outras marcas de nicho, tendo vencido o Art and Olfaction Award com o perfume Young Hearts, para a marca italiana Bruno Acampora. Foi também nomeado com o projeto Veneno, na categoria Sadakichi Award for Experimental Work with Scent. Foi nomeado diversas vezes nos FiFi Awards e Perfumed Plume Awards, pela sua escrita sobre perfumes e olfato. Foi responsável pela fundação e direção da Revista Umbigo.

TEMA
Nesta caminhada pretendo apreciar a paisagem com o nariz. Podemos fechar os olhos para observar os locais por onde passamos. Olhar a paisagem e as espécies vegetais. Não, não é só olhar. Cheirar. Reconhecer com o nariz. Aprender outra forma de apreender e conversar sobre o que isso nos proporciona, estimula, desperta. Quero falar sobre a Arte Olfativa, de onde vem e para onde se dirige. Contar-vos histórias sobre mim e ouvir as vossas memórias olfativas. Se quiserem, posso falar-vos sobre o que é ser perfumista e crítico olfativo, como se faz um perfume e o que é que isso tem a ver com o ambiente natural onde estaremos inseridos.

DISTÂNCIA: 5km
GRAU DE DIFICULDADE: Fácil*
IDIOMA: Português
PONTO DE ENCONTRO: Cerca da Rita (coordenadas GPS: 37.330942, -8.530040)

*Graus de dificuldade dos percursos

FÁCIL: Percurso que não necessita de experiência prévia em caminhadas. acessível a todas as pessoas.
FÁCIL – MODERADO: Percurso que não necessita de experiência prévia em caminhadas. será possível ter desníveis mais acentuados, maior distância ou terreno mais acidentado.
MODERADO: Percurso que necessita de experiência prévia em caminhadas. desníveis acentuados, distância a percorrer maior e terreno mais acidentado.