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O terceiro ciclo do LAVRAR O MAR | 2018-2019 | é propagado pela qualidade do ar. Não perseguimos os elementos, no caleidoscópio natural desta geografia eles surgem apelando e conduzindo as propostas de forma orgânica. A acentuação da linguagem do novo circo, ganhará assim sentido e irá transcorrer toda a programação, com as suas múltiplas e sempre surpreendentes possibilidades de elevação e desafio à gravidade.

NOVEMBRO A JANEIRO

Tal como a própria geografia do projecto - entre o alto da serra e a costa vicentina, a desencadear fortes dicotomias, nesta fase o programa será pautado por altos contrastes: o luto e a festa é o primeiro. Depois, conjugam-se momentos de cariz mais intimista com encontros de centenas de pessoas.

Por força das circunstâncias, este ano começamos convocando um elogio ao fim - falamos daquilo que termina como forma de falar também do que começa quando algo termina. Em Medronho #1 - o fogo não tem quatro letras, a história avança e revela um novo personagem, Manuel Monteiro, o pai. Voltamos a um território já antes visitado, agora devastado e transfigurado pelas sombras do fogo e deparamo-nos com a revolta, a violência e o silêncio mas também com o impulso de renovação. Reservamos espaço para colectivamente participar deste luto, porque acreditamos que é função da arte aproximar-se do real, herdá-lo, intui-lo e ressignificá-lo.

Do carvão e das cinzas, passamos à exuberância e fulgor da festa, em Dancing! Aqui, novamente num estreito enamoramento com a cultura e património locais e, a pretexto do Festival da Batata Doce de Aljezur, revisitamos este maravilhoso alimento “sem glúten”. Desta vez, um baile e um jantar presenciarão a estreia da Orquestra Vicentina, composta por músicos residentes nesta região e a participação dos Fogo Fogo, apelidada “a banda mais quente do pedaço”.
A batata doce é, pois, a estrela da noite e tudo orbita em seu redor: comidas de várias partes de África, cozinhadas por mãos experientes, dançarão nas mesas antes de tudo e todos tomarem a pista de dança, perdidos de calor e alegria.

A programação infantil, em particular para a primeira infância, tem ocupado um lugar de quase vazio até aqui. Com Kâo-Embalos do Mundo, queremos, por um lado, descer ao mais íntimo dos gestos - o embalo no colo, procurando recuperar este espaço mágico de observação e testemunho da sensibilidade fusional de um bebé e um adulto. Partilhar a ternura de ser uno, como o canto polifónico, que atravessa esta viagem sensorial.

Chegamos ao final do ano com mais um espectáculo de novo circo, que cumpre já uma recente tradição que iniciámos há três anos, no Heliporto de Monchique. Saison de Cirque- As Estações do Circo, da companhia francesa Cirque Aïtal, oferecem um espectáculo único, repleto de estímulos acrobáticos, música ao vivo e onde a relação com os animais, neste caso, cinco cavalos, volta a aproximar-nos de um lugar primordial, onde podemos sonhar e deixar a respiração suspensa por um fio de espanto. Celebramos, mais uma vez, a passagem de ano com pompa e circunstância, petiscos serranos e junto desta grande família Aïtal.
Contamos convosco para lavrar este (m)AR!

ALJEZUR E MONCHIQUE

LAVRAR O MAR é um projecto COSANOSTRA Cooperativa Cultural, CRL

EQUIPA E PARCEIROS

Direcção Artística e Programação Giacomo Scalisi e Madalena Victorino

Direcção Técnica
Joaquim Madaíl

Consultoria Financeira
Sandra Correia

Comunicação
Telma Antunes

Gestão Administrativa
Raquel Oliveira

Produção Executiva
Catarina Sobral, Giovanna Gosio, Remi Gallet

Assistente Produção
Vasco Almeida

Fotografia
João Mariano

Vídeo
Tiago Leão

Design
1000olhos

UM PROJECTO:

INSERIDO NO PROGRAMA:

PROJECTO FINANCIADO POR:

APOIO:

MEDIA PARTNER:

APOIO À COMUNICAÇÃO: